09 maio, 2007

Superioridades Morais

Ontem já tarde e más horas vi o Prós e Contras sobre esquerda e direita, com Adriano Moreira, Mário Soares, Paulo Rangel e Miguel Portas.

Uma das coisas que Paulo Rangel fez questão de afirmar foi que não havia uma Superioridade Moral da esquerda sobre a direita. É uma coisa que tenho lido por aí. Mas pareceu-me naquele debate que havia uma clara superioridade moral da parte de Adriano Moreira sobre Paulo Rangel. Mas não sei se ele se apercebeu disso.

Curiosamente houve muito mais pontos de contacto no plano dos principios, na identificação dos problemas e da perspectivação de soluções ou caminhos, entre Adriano Moreira e os seus "opositores" da esquerda do que com o seu companheiro de carteira.

Ao enumerar alguns principios nomeadamente na área da Solidariedade Social, Adriano Moreira interrogou-se: "sou de esquerda?". Lembrei-me de um post que escrevi há dias. Há pessoas de bem à esquerda e à direita. Se nos cingirmos à esfera pública, ao contrato social, às linhas de ética estruturantes, (e deixarmos de forma a esfera privada, dos hábitos e dos costumes), há muito mais a unir essa esquerda e essa direita do que a separá-las.

E, quanto a mim, urge que haja diálogo e concertação de esforços contra a outra direita, laica, que inventou uma ideologia a partir da separação da esfera económica daquilo que lhe dá origem e suporte: a humanidade.

(hmm... este post tb não é nada típico... um dia destes tenho que mudar o template do blog, só porque sim)

5 comentários:

Once In a While disse...

:)

João Villalobos disse...

Ah, ah! Quando mudares o template isso é reflexo de uma mudança interior. Ou não? ;)

L. Rodrigues disse...

É possível. Porquê?

José, o Alfredo disse...

O Adriano Moreira, para além de ser um senhor e um dos melhores professores que me calharam na rifa, é um verdadeiro democrata. Sendo também um verdadeiro cristão, isso faz com que, muitas vezes, os valores profundos que defende sejam os mesmos que a esquerda defende (ou defendia...). O jovem Rangel, apesar de não parecer inteiramente burro (o que já é uma vantagem face a muitos dos seus pares), parece-me mais da linha liberal. O que, do lado de cá do Atlântico, só quer dizer uma coisa: nada de valores, que é para não complicar a vida do dia-a-dia.

L. Rodrigues disse...

José,
É verdade, admito que nisto tudo o Rangel tenha ficado como mau da fita sem o merecer inteiramente, mas era ele que ali mais representava esse liberalismo de que falas.