03 dezembro, 2008

Confiança

Dizem os entendidos que a crise do crédito foi sobretudo uma crise de confiança.
Agora, ninguém sabe quem paga, e os bancos viram-se para os governos em busca de segurança e garantias.

Há uma séria dissonância nisto tudo. Durante anos andou-se a encorajar o endividamento privado, e a desencorajar o endividamento público. A disciplina do déficit e da estabilidade financeira, diziam-nos.

Mas se o crédito tem como base a confiança, como é que um qualquer investidor, que abre e fecha negócios e empresas e de identidade volátil e idoneidade duvidosa, pode merecer mais confiança do que um país?

Um país típico tem centenas de anos de história, responsabilidades nacionais e internacionais, território e, em principio, futuro. Parece-me uma coisa bastante mais sólida, vista daqui.
Por exemplo, eu confio mais depressa na Venezuela do que no Vale e Azevedo.

1 comentário:

Paulo disse...

Confiar no Vale e Azevedo está fora de questão. Como muito boa gente sabia há muito tempo que o Oliveira e Costa não era de confiança.
Claro que a Venezuela é um bocadinho mais fiável. Já o Hugo Chavez, tambem não confio nele. E no entanto o José quer que as nossas empresas lhe vendam muitas coisas, Magalhães para começar.
Eu se fosse vender Magalhães ao Chavez acautelava-me com um avalzito do Teixeira dos Santos, melhor, do Estado Português, porque do Teixeira tambem já desconfio.