13 outubro, 2008

Um padrão recorrente.

“First they ignore you, then they denounce you, and then they say that they knew what you were saying all the time,”

Gandhi.

Porque é que devemos estar mais tranquilos?

Os mesmos que diziam que estava tudo bem, e que agora insistem que ninguém podia prever nada do que aconteceu, são ainda os mesmos que dizem ter a solução.

No Eurotrib, Jerome à Paris compila alguns artigos com 3 anos, publicados na sua maioria no Financial Times. De uma forma geral foram recebidos com desprezo.

Enquanto eu não vir os media, e através deles o publico em geral, a voltar as costas a quem esteve consistentemente errado, e a tentar dar voz a quem esteve sistematicamente certo, não tenho razões para pensar que o pior já passou.

Parece haver uma classe de pessoas que está acima de qualquer juízo crítico. No Eurotrib são referidas como Very Serious People (TM). Aqueles cuja voz é sempre mais alta e mais ouvida do que os outros, independentemente da barbaridade que digam.

Por cá ainda há poucas semanas uns diziam: Privatize-se a CGD!
Agora os mesmos: "Ainda bem que a CGD continua a ser um instrumento do Estado!".
E os nossos jornalistas não questionam? E quando questionam contentam-se com respostas do género "Agora, tudo mudou".

Bandalhos, todos. E enquanto os bandalhos forem os únicos com o microfone, não tenho razões para estar tranquilo.

10 outubro, 2008

These Days

Well Ive been out walking
I dont do that much talking these days
These days--
These days I seem to think a lot
About the things that I forgot to do
For you
And all the times I had the chance to

And I had a lover
Its so hard to risk another these days
These days--
Now if I seem to be afraid
To live the life I have made in song
Well its just that Ive been losing so long

Ill keep on moving
Things are bound to be improving these days
These days--
These days I sit on corner stones
And count the time in quarter tones to ten, my friend
Dont confront me with my failures
I had not forgotten them

Jackson Browne




Agora reparo que nunca tinha dado atenção suficiente à letra desta canção.
E depois fiquei a saber que o autor a escreveu com 16 anos. É irritante, mas se o talento não estivesse mal distribuído, nunca se dava por ele.
.

08 outubro, 2008

Auto congratulação

Gostei tanto desta frase que escrevi num comentário ao Corta-fitas que acho que merece o seu próprio post:

"Passaram-se 30 anos a eliminar soluções, pensando que se eliminavam problemas."

A palavra "S"

Um pouco por todo o lado, de Washington a Berlim, vastas reservas de dinheiros publicos são usados para tentar manter à tona um sistema financeiro que entrou em auto-fagocitose.
Nos casos em que isso é manifestamente insuficiente (e está por provar que não se generalizará), assume-se discretamente a nacionalização, total ou parcial. Sempre tentando evitar dizer que se está a efectivamente a implementar politicas "socialistas". Usam-se eufemismos vários mas a expressão nunca é usada, a não ser talvez pelos Republicanos mais resistentes, que consideram o plano Poulson "Anti-americano" (haveria muito para dizer, aqui...).

Ocorre-me que se o mesmo acontecer em Portugal poderemos ter um Governo Socialista a tentar explicar com o maior dos pudores que o que estão a fazer não é socialismo:

"é pragmático, é necessário, é o que a comissão europeia mandou fazer, mas não se alarmem que o partido socialista nunca faria nada parecida com,(glup) socialismo."

03 outubro, 2008

Mais uma explicação da situação.

William Blum, um espécime raro (um comunista americano), explica nas suas palavras as causas para o presente colapso financeiro.

why do we have this thing called a "financial crisis"? Why have we had such a crisis periodically ever since the United States was created? What changes occur or what happens each time to bring on the crisis? Do we forget how to make things that people need? Do the factories burn down? Are our tools lost? Do the blueprints disappear? Do we run out of people to work in the factories and offices? Are all the services that people need for a happy life so well taken care of that there's hardly any more need for the services? In other words: What changes take place in the real world to cause the crisis? Nothing, necessarily. The crisis is usually caused by changes in the make-believe world of finance capitalism.

Eu gosto de o ler.
Quanto mais não seja por providenciar um ponto de vista radicalmente diferente, mas vindo de dentro. Muitas vezes simplesmente porque escreve bem e faz sentido.

Ali pelo meio do texto inclui esta definição:

"Capitalism is the theory that the worst people, acting from their worst motives, will somehow produce the most good."

Podemos questionar se o Capitalismo se resume a isso, mas o passado recente leva-me a acreditar que foram alguns dos seus principais promotores que o reduziram a tal esqueleto.





Food for thought

Thought on a diet:

A American Library Association celebra a sua Banned Books Week.
De lá retirei esta lista:

The 10 most challenged books of 2007 reflect a range of themes, and are:
  1. And Tango Makes Three, by Justin Richardson/Peter Parnell
    Reasons: Anti-Ethnic, Sexism, Homosexuality, Anti-Family, Religious Viewpoint, Unsuited to Age Group
  2. The Chocolate War, by Robert Cormier
    Reasons: Sexually Explicit, Offensive Language, Violence
  3. Olive’s Ocean, by Kevin Henkes
    Reasons: Sexually Explicit and Offensive Language
  4. The Golden Compass, by Philip Pullman
    Reasons: Religious Viewpoint
  5. The Adventures of Huckleberry Finn, by Mark Twain
    Reasons: Racism
  6. The Color Purple, by Alice Walker
    Reasons: Homosexuality, Sexually Explicit, Offensive Language,
  7. TTYL, by Lauren Myracle
    Reasons: Sexually Explicit, Offensive Language, Unsuited to Age Group
  8. I Know Why the Caged Bird Sings, by Maya Angelou
    Reasons: Sexually Explicit
  9. It’s Perfectly Normal, by Robie Harris
    Reasons: Sex Education, Sexually Explicit
  10. The Perks of Being A Wallflower, by Stephen Chbosky
    Reasons: Homosexuality, Sexually Explicit, Offensive Language, Unsuited to Age Group