27 novembro, 2007

Bernard Chazelle agora escreve num blogue

Eu gosto bastante de o ler.
Annapolis will be a success. Mark my words: this week in Maryland will see President Bush set in motion the beginning of the first tentative steps toward an approach to a process aimed at a distant horizon that will in due course lead to a compromise pointing the way toward the initial conditions creating the possibility of a climate that will catalyze the development of a mood conducive to an environment propitious to a confidence-building set of measures whose momentum will carry us further on the path to...


A Tiny Revolution

26 novembro, 2007

the slightest dilution in their solution was perceived as pollution

Socio-genetic Experiment
by The Disposable Heroes of Hiphoprisy

Sometimes I feel like a socio-genetic experiment
a petri-dish community's token of infection

you see I'm African native American
Irish and German
I was adopted by parents who loved me
they were the same color
as the kids who called me nigger
on the walk home from school

I cried until I found out what it meant
then I got me some equipment
my fists, man

I was a hitman with no friends
but who the hell am I cursing those whose skin
is half my DNA
why am I
and why shouldn't I
be ashamed of this fact
after all the feces they dumped on me
and my species


sometimes I feel like a socio-genetic experiment
a petri-dish community's token of infection

those filthy mother...
shut 'cho mouth
there I go again with those high and mighty speeches
when they are in fact part of my species


or is it the other way around
did I piss in their gene pool
if I did it wouldn't matter
they kept me in the deep end

'cause the slightest dilution
in their solution
was perceived as pollution

sometimes I feel like a socio-genetic experiment
a petri-dish community's token of infection

but I am not solely race, nor environment, nor destiny
I am the human scientific process
over and over and over again
the dirt that I shovel to uncover the truth
often buries something else growing
acceptance of my own
weakness and my own intolerance
is seldom

but that is in fact my identity
uncluttered by the maskings of consumer addiction
ethno-centricity
in the light of miscegenation
this fable of elements
which classify order species, subspecies
genus phyla

animal vegetable illegal chemical
socialist democrat republican
yuppy-buppy-guppy
proud racist
black white African American Irish and German
sometimes I feel like a socio-genetic experiment
a petri-dish community's token of infection

and I'm proud

Hoje lembrei-me desta música, a propósito de como alguns advogados do liberalismo económico mais selvagem actuam. Qualquer tempero à sua ideologia resulta em algo "de esquerda". O centro é definido por eles como aquele ponto em que as suas ideias encontram critica ou reflexão. Ou seja, em que são confrontados com a realidade. Mas se a realidade calha a marcar pontos, o que sai dali já é esquerda, já implica que nos lembremos de Pol POt e Estaline e da Coreia do Norte, e portanto é inaceitável.

22 novembro, 2007

The Dude abides

Quando me perguntam qual o meu filme ou livro favorito tendo a defender-me com a resposta clássica. Eles são tantos... como escolher um?

Quanto a livros não tenho ainda outra resposta, embora talvez pudesse fazer um esforço.

Com os filmes já resolvi a coisa. Há apenas um filme perfeito.
É dos irmãos Cohen, e chama-se "The Big Lebowski".

Preciso de justificar esta afirmação? Talvez... prefiro desafiar quem viu a apontar um defeito que seja:
a galeria de personagens rivala com o panteão dos deuses gregos,
os diálogos têm o maior numero de frases memoráveis, e citáveis, desde "O Pai Tirano"
e, como se não bastasse, tem esta música cantada por ninguém menos que Kenny Rogers (com The First Edition).



Uma pequena sinopse para quem não viu:
Um gajo (the Dude) vê a casa invadida por uns cobradores de dividas que além de o amassarem um bocado, ainda lhe fazem xixi no tapete.
Há coisas que um homem não aguenta, e dar cabo de um tapete que compunha tão bem a sala é injustificável. Ele procura reparações, mas então surgem os nihilistas...

Já revelei demais. Vejam o resto.

21 novembro, 2007

Amiguismo

Desde logo devo dizer que nunca fui grande leitor de poesia. Claro que gosto de poesia. Da janela do sitio onde trabalho, por exemplo, o céu e o rio escrevem um verso diferente a cada 10 minutos, e eu leio-os com prazer.
Mas poesia enquanto género literário nunca me atraiu particularmente. Por outro lado gosto de canções, que mais não são do que poemas com andaimes.

Serve esta desintrodução para dizer que provavelmente não teria comprado o livro do meu amigo João Vilallobos, se não fossemos amigos.

Mas o livro do João é para mim mais um exemplo de que até num livro de poemas é possível encontrar poesia. (Eu costumava encontrá-la mais facilmente na prosa de Ray Bradbury, por exemplo).
Na minha modesta opinião, é o tipo de escrita que as mulheres gostam e os homens invejam.
Acho-o muito recomendável e por isso aqui o recomendo.
Chama-se "As mulheres bonitas não viajam de autocarro".



E deve ser comprado aqui.

Não gosto do CSI

Nem do "24".
Não ligo muito às Donas de Casa Desesperadas, tirando um certo fascinio pela morena que já tinha conhecido nas aventuras do Super Homem.

Mas gosto de Rome, de Deadwood, suporto a nova Galactica, gostei imenso da primeira época de Carnivale, nunca vi um episódio dos Sopranos que não gostasse, ou do Seis Palmos Debaixo de Terra.
Para ver estas coisas, não me importo de ver publicidade ou comprar DVDs. Se a banda larga em Portugal não fosse um pouco anedota, é possivel que aderisse aos muitos meios de difusão digital que permitem apreciar estas e outras séries. Ou seja, dou e daria dinheiro a ganhar a muita gente.
Mas pelos vistos, os últimos a ser beneficiados são quem faz, quanto a mim, o mais importante: escrever aquilo tudo.

20 novembro, 2007

A racionalidade dos mercados volta a atacar

Depois de um Verão tumultuoso, em que se desenhou uma crise - que muitos acreditam estar apenas no princípio - em que os bancos clamaram pela intervenção dos estados para segurar os seus péssimo negócios e deploráveis práticas, eis que são anunciadas as penalizações reservadas a quem é responsável pelo estado a que chegaram as coisas.

Wall Street Bonuses Biggest Ever, Again!



Via Chrishayes.org

15 novembro, 2007

Jantar Anual

Como muitos outros Blogues, também o Designorado teve o seu Jantar.
Infelizmente, não pude ir.

11 novembro, 2007

Space is one cold motherfucker

com agradecimentos ao meu amigo Osvaldo,
fica aqui um excelente mini-documentário sobre a saga dos astronautas negros.

The Old Negro Space Program


10 novembro, 2007

As leis da fisica, versão BD

Ou desenho animado, como queiram.
Aqui estão elas devidamente enumeradas.

É Paul Krugman que nos chama a atenção para a primeira lei da fisica dos Cartoons:
Um corpo suspenso no espaço permanece suspenso no espaço até que se aperceba do facto.

E segundo ele, é assim que funcionam os mercados. Como o Wile E. Coyote.

09 novembro, 2007

Eu não sou uma pessoa violenta

Aqui há um tempo, não muito, quem estava atento a estas coisas lia frequentemente que a liberdade é boa porque assim todos podem tentar ser o seu melhor. Deste modo, apenas uma sociedade livre poderia ostentar o tipo de mobilidade social que está incarnado no "American Dream".

Note-se que nestes contextos, "livre" queria dizer apenas que o Estado devia fazer o menos possivel para interferir com esta dinâmica, quer através de mecanismos de redistribuição (impostos para escolas, saúde, etc...), quer promovendo de uma forma alargada - arrepios - a igualdade, também conhecida hoje por coesão social.

Hoje, já toda a gente percebeu, e os peritos confirmam, que as sociedades mais "livres" - Anglo Saxónicas, têm menos mobilidade social do que outras menos "livres"- outra vez e sempre, as Nórdicas.

E que é que se conclui? Que o sistema falhou? Não, nada disso. Conclui-se que, afinal, a mobilidade social não é uma coisa boa.

De acordo com esta pessoa que escreve no Financial Times, a mobilidade social é um preço que se paga por viver numa sociedade "livre". E porquê? Porque a mobilidade social é ineficiente. Como o status é um jogo de soma zero, trocar as pessoas no ranking deixa tudo na mesma, mas com o custo adicional de fazer a troca. Pois...

Eu não sou uma pessoa violenta.
Mas este artigo (e ler sobre ele ) lembrou-me os votos de Natal, aqui há uns anos, de um senhor chamado William Blum. Depois de uma lista de desejos sinceros, terminava com este:

"May you re-discover what the poor in 18th century France discovered, that rich people's heads could be mechanically separated from their shoulders if they wouldn't listen to reason. "

08 novembro, 2007

Somos aquilo que comemos

Ou melhor, segundo alguma cabeças do FBI:

"Diz-me o que comes, e vais dentro. Ou melhor: não digas, que a gente descobre."

Desta vez, ao que parece, o bom senso prevaleceu.

07 novembro, 2007

Apocalypse daqui a nada.

De acordo com a ultima publicação da Agência internacional de Energia:

"We believe that we are not running out of energy resources, we have enough money but what we are running out of is time."

Com o petróleo a passar os 100 dólares em breve, ainda se estima que apenas com 130 dólares seria possivel retrair a procura. Por outro lado, os paises produtores já não conseguem aumentar a capacidade...

Retrair a procura significa que os mais pobres deixam de poder consumir. O sacrificio vai ser desigual. Aqui, em Portugal, os invernos ainda vão sendo benévolos. Vamos ver como será o próximo no norte da Europa, Estados Unidos e Canadá.