23 setembro, 2008

As crianças dos homens.





Aqui há uns meses tive oportunidade de ver o filme "Children of Men". É uma história passada num futuro próximo, hipotético, onde uma epidemia esterilizou a espécie humana. Há 18 anos que não nasce um bébé.
A acção está envolta em contorno politicos para mim pouco claros. Há um estado policial. Há uma forte repressão a imigrantes, presumo que ilegais mas nem isso é evidente, que são arrebanhados em campos para repatriação. Há uns terroristas que não se percebe bem o que querem.
Nem tudo me parece coerente com o facto enorme de a humanidade enfrentar o fim.

Que é que significaria então a vida sem crianças?
Que é que poderia haver de errado numa vida de sexo sem preocupações, sem a responsabilidade de educar ainda mais outra geração, sem ter que gastar dinheiro em escolas e vacinas e no canal Panda? Poder falar à vontade, dizer palavrões, ter uma televisão para todos que é para maiores de 18 anos. Não ter que ouvir uma birra num restaurante ou na secção de brinquedos do hipermercado, que continuaria a existir mas com uma Barbie diferente. Não ter que explicar aqueles complicados factos da vida. Não pisar legos no corredor quando vamos descalços para a casa de banho.

Seria assim tão mau? Cada um viveria a sua vida na mesma, afinal. Ninguém está destinado a mais do que isso. Ninguém vive a sua vida impregnado da noção de espécie. Ninguém se reproduz para conscientemente perpetuar o seu pool genético e daí tirar o significado e valor da sua existência.

O filme dá a resposta, ou pelo menos eu tirei-a dali. Formulo-a invertendo o ditado. Só há vida se houver esperança. E sem crianças, ela morre à nascença.

22 setembro, 2008

Á atenção das leitoras.

Como é que se chega melhor ao eleitorado feminino?

Com uma mulher,




Ou com um homem carinhoso?

A comédia tem tudo que ver com "timing"

Assim o notam Bernard Chazelle, e primeiro Paul Krugman, acerca de declarações publicadas pelo candidato Republicano John McCain sobre o destino a dar à saúde Norte Americana:

"Opening up the health insurance market to more vigorous nationwide competition, as we have done over the last decade in banking, would provide more choices of innovative products less burdened by the worst excesses of state-based regulation."


Publicado recentemente na revista Contingencies, da Associação Americana de Actuários, número de Set/Out.

Os americanos que não se ponham a pau...

15 setembro, 2008

The land of opportunity



história de sucesso da Economia americana (recente).

10 setembro, 2008

O fim do mundo em directo:

Aqui

Se virem um buraco negro a formar-se à vossa frente, façam-se leves.

Adenda:

O pessoal do CERN fez um rap para explicar tudo:



Sorry, Miss Once.

08 setembro, 2008

E um belo cozido à americana?

Depois de alguns anos a ler sobre politica americana, fartei-me de não saber exactamente do que se fala quando se alude a Barris de Porco e Marcas de Orelha. E fui ver...

Uma curiosa terminologia, tão exótica, para algo que afinal nos é tão familiar: dinheiros públicos ao serviço de "empreendedores" privados.

De volta

Hoje volto ao trabalho. Não sei ainda porque hei-de ter mais vontade ou ensejo para escrever, agora que vou ter menos tempo para o fazer. Mas a ver vamos.

Temas que me andam na cabeça:

"O coração tem razões que a razão desconhece"
Sabedoria popular confirmada pela ciência. Ando a descobrir George Lakoff e afins...

Será que alguma vez tirarei a carta de condução?

Não basta gostar, é preciso saber gostar, e isso implica mostrar que se gosta. Isto falando de pessoas.

Deve estar quase a ser editada em DVD a 5ª época do The Wire.

O sentido da vida? São as crianças. Não acreditam? Vejam um filme chamado "Children of Men".

Por falar nisso, tenho um sobrinho com 6 anos que faz rodas só com uma mão. Este ano vai para a Ginástica (é rodas dessas). Daqui por uns anos vamos ter outra medalha olímpica numa disciplina onde não é costume.
Mas já agora é caso para perguntar, em que disciplina é que é costume?

Para principio de conversa não está mal. Tirando a carta, sou tipo para voltar a falar nestes assuntos.
(Quero dizer, não contando com o assunto da carta, e não condicionado ao facto de de facto tirar a carta. Já pareço o José, o Alfredo...)