- Fazer a barba mais vezes. Check
- Tirar melhores fotografias. Sei lá...
- Tirar a carta (hahahahahahahahahaha) Quem diria? Mesmo assim foi por pouco e fica para janeiro
- Arranjar ponta por onde se me pegue. (Private joke, que assim de repente me parece mais porca do que era intenção.) ainda com pontas soltas
- Usar mais os transportes públicos. Check
- Fazer um Druida chegar a nivel 80 Deixei-me disto
- Escrever umas cenas, quiçá uns actos. nope...
- Ir ao Kentuky, se o convite se mantiver e a crise deixar — Adiado para 2010
- Em caso de 3 (hahahahahahahahahaha) ser bem sucedido, arranjar um carro a pilhas. - Infelizmente, ainda não é viável.
- Perder peso. E não voltar a encontrá-lo. Acho que não movi uma grama.
- Ser mais feliz, em geral. Sempre inacabado.
- Descobrir o que é este alto que tenho aqui. Ainda nao sei, mas em compensação não cresceu.
- Tornar-me uma pessoa mais resoluta. esqueci-me deste...
01 janeiro, 2010
Resoluções de 2009, balanço
22 dezembro, 2009
Não sei se é natalício...
mas pelo menos é do Perú.
e se não ouviram nenhum dos outros, façam-se um favor e ouçam este.
e se não ouviram nenhum dos outros, façam-se um favor e ouçam este.
13 dezembro, 2009
10 dezembro, 2009
Intendência
Muita coisa a acontecer: mudança de casa (falta de internet nos novos aposentos, por enquanto), as ultimas lições de condução, a aproximação de fins de semana a dar para o cheio...
O Designorado está portanto em banho-maria.
Largarei uns links que me pareçam mais interessantes, mas textos só lá mais para a frente, suspeito.
O Designorado está portanto em banho-maria.
Largarei uns links que me pareçam mais interessantes, mas textos só lá mais para a frente, suspeito.
03 dezembro, 2009
Sink tanks
Volta e meia vemos nos jornais, ou nas noticias em geral, artigos ou citações de grupos independentes que se dedicam a esta ou aquela disciplina. Política externa, energia, economia, são normalmente temas em que não faltam organizações que promovem este ou aquele ponto de vista.
A questão das alterações climáticas não escapa à tendência e, recentemente, no The Observer (jornal irmão do Guardian), um debate promovido sobre o assunto contava com a presença do dr. Benny Peiser "director of the Global Warming Policy Foundation".
Global Warming Policy Foudation. Nome impressionante.
Acontece que esta "fundação" tinha uma semana, à data do debate, tinha apenas um membro, o doutor Peiser, não tinha nenhum trabalho publicado e, olhando para o curriculum do Dr., não admira.
A questão que se coloca é a seguinte: porque é que os media dão igual espaço a um cientista reputado como o Dr. James Hansen, director do instituto Goddard da Nasa, e a um tipo destes.
Em nome de ums qualquer desviada ideia de equilíbrio faz-se mais ou menos o equivalente a ter uma discussão sobre Astronomia em que se convidava Carl Sagan e a Maya.
História gamada, como acontece muitas vezes, ao European Tribune.
A questão das alterações climáticas não escapa à tendência e, recentemente, no The Observer (jornal irmão do Guardian), um debate promovido sobre o assunto contava com a presença do dr. Benny Peiser "director of the Global Warming Policy Foundation".
Global Warming Policy Foudation. Nome impressionante.
Acontece que esta "fundação" tinha uma semana, à data do debate, tinha apenas um membro, o doutor Peiser, não tinha nenhum trabalho publicado e, olhando para o curriculum do Dr., não admira.
A questão que se coloca é a seguinte: porque é que os media dão igual espaço a um cientista reputado como o Dr. James Hansen, director do instituto Goddard da Nasa, e a um tipo destes.
Em nome de ums qualquer desviada ideia de equilíbrio faz-se mais ou menos o equivalente a ter uma discussão sobre Astronomia em que se convidava Carl Sagan e a Maya.
História gamada, como acontece muitas vezes, ao European Tribune.
26 novembro, 2009
Ponto de Situação
Apenas para interessados.
Ontem terminei as 32 aulas de condução a que a lei obriga. O exame deve ser marcado para as próximas duas semanas. O mundo está a mudar.
Ontem terminei as 32 aulas de condução a que a lei obriga. O exame deve ser marcado para as próximas duas semanas. O mundo está a mudar.
25 novembro, 2009
O Clima do Clima
Nas vésperas da conferência de Copenhaga sobre alterações climáticas desencadeou-se um escândalo com base em e-mails captados por um hacker. A fazer fé na autenticidade dos mesmos, terá havido uns quantos cientistas, 3 ou 4, segundo li que viram boicotados os seus trabalhos e os seus dados, que tenderiam a ser críticos do que parece ser o consenso geral do IPCC.
Não investiguei o suficiente o assunto para ter uma opinião sobre a importância das suas opiniões ou conclusões. Mas como me parece que muito poucos dos que saltaram logo a falar da confirmação da fraude das mudanças climáticas o fizeram, não me vou inibir de mandar uns bitaites.
Uma das acusações que se fazem é que se está a obrigar a politicas publicas drásticas para tentar evitar uma ocorrência que tem "apenas" 25% de possibilidades de ocorrer. Nomeadamente a subida de 2°C de temperatura média por volta de 2100.
Os criticos consideram então, que com 75% de possibilidades de não acontecer vale mais não fazer nada (isto ignorando que para os 25% já se conta que se faça alguma coisa). São ferozmente contra taxas, regulação, intervenção de governos, politicas energéticas "verdes", etc.
2°C a mais pode significar o desencadear de reações em cadeia e um clima completamente fora de controlo. Significa o tal metro e meio de subida das águas, pode significar o aumento de acidez do oceano, afectando o fitoplancton responsável por 90% do O2 do planeta... e outras coisas em que prefiro não pensar.
Posto isto coloco a pergunta aos opositores de politicas drásticas de redução de gases com efeito de estufa: se lhes disserem que 1 em cada 4 pessoas que atravessa fora da passadeira morre atropelada, vão atravessar a rua onde? Se lhes disserem que o sinal que lhes apareceu na pele tem 25% de possibilidades de desenvolver um cancro, tiram logo o sinal, ou apostam nos 75% de possibilidades de não acontecer nada?
Estamos a brincar com coisas sérias, é o que é.
22 novembro, 2009
18 novembro, 2009
16 novembro, 2009
Uma questão de pontuação
No Reino Unido, a Comissão Para o Desenvolvimento Sustentável publicou o seu relatório intitulado.
"Prosperidade sem Crescimento"
Onde traça linhas orientadoras para, enfim... o Desenvolvimento Sustentável.
O Governo Britânico aparentemente desconfortável com a ideia de que possa haver Prosperidade sem Crescimento, obrigou os autores a acrescentarem um ponto de interrogação ao relatório.
É assim que se vão fabricando os consensos.
(via, Ladrões de Bicicletas)
"Prosperidade sem Crescimento"
Onde traça linhas orientadoras para, enfim... o Desenvolvimento Sustentável.
O Governo Britânico aparentemente desconfortável com a ideia de que possa haver Prosperidade sem Crescimento, obrigou os autores a acrescentarem um ponto de interrogação ao relatório.
É assim que se vão fabricando os consensos.
(via, Ladrões de Bicicletas)
12 novembro, 2009
Mão de obra.
Entre contas de oficina e orçamentos de janelas que têm circulado entre amigos e conhecidos, assaltou-me esta dúvida.
Porque é que num país onde os salários são reconhecidamente baixos, a fatia reservada à mão de obra neste tipo de serviços parece sempre tão exorbitante?
Tenho uma hipótese: A fatia de leão do que se paga pela mão de obra não vai para quem trabalha.
Porque é que num país onde os salários são reconhecidamente baixos, a fatia reservada à mão de obra neste tipo de serviços parece sempre tão exorbitante?
Tenho uma hipótese: A fatia de leão do que se paga pela mão de obra não vai para quem trabalha.
09 novembro, 2009
O Muro
O muro lembra-me esta anedota, que creio se contava em russo no original.
De um russo para outro:
"Já viste? Tudo o que nos diziam do comunismo era mentira"
"Pois é.., mas o pior nem é isso..."
"Então?"
"O pior é que tudo o que nos diziam sobre o capitalismo era verdade."
O youtube tem destas coisas....
Puxa-se de uma canção do Paul Simon e vem outra atrás, de uma origem inesperada e que nos deixa embasbacados.
06 novembro, 2009
Entretanto, no país mais rico do mundo....
Nearly half of all U.S. children and 90 percent of black youngsters will be on food stamps at some point during childhood, and fallout from the current recession could push those numbers even higher, researchers say.
Via Bernard Chazelle, que acrescenta:
"It's not all bleak. Thanks to Bush and Obama, the children of Wall Street bankers can still afford their private Polo lessons."
05 novembro, 2009
02 novembro, 2009
o mal
Com alguma frequência, dou por mim a defender o indefensável.
A ultima ocorrência ocorreu por esses blogues fora. Um comunista, presumo, tentava explicar que sim, que houve erros, mas que não se podia ignorar o que tinha acontecido na rússia, e depois na união soviética, em termos de progresso industrial e científico, de artes, de, inclusive, progresso social e outros. De facto a Rússia czarista não tinha nada que ver com o país que mais determinante foi na derrota do nazismo, nem com o que colocou satélites no espaço.
(antes que me alargue, um "disclaimer": não sou nem nunca fui um entendido neste assunto, não conheço mais do que os protagonistas mais salientes e algumas pinceladas muito grosseiras sobre os diversos periodos em que se poderá decompor a história do século 20 à luz da revolução de outubro)
Claro que para um crítico da "experiência soviética" nada disto conta. E criticos não faltaram àquele comunista. A sombra de Estaline paira demasiado escura. Qual buraco negro, suga qualquer luz que pudesse vir daquele periodo histórico.
Acontece que, frequentemente, muito frequentemente, e recentemente tivemos exemplos disso, os que condenam o comunismo, identificando-o exclusiva e totalmente com o estalinismo, são os mesmo que defendem, defenderam, que quando se fala da Igreja Católica, ou da religião em geral, temos que deixar de lado todas as atrocidades cometidas em seu nome, ou de um deus qualquer, para nos concentrarmos nos homens de bem, nos santos, no conforto que as pessoas encontram na religião, etc.
Por outro lado, uma rejeição do comunismo baseada no número de mortos causados pelos regimes por ele inspirados, não pode deixar de ser acompanhada de uma rejeição do capitalismo pelas mesmíssimas razões e ordens de grandeza. É uma história menos contada, mas também está aí para quem quiser. Mas poucos querem fazer as duas críticas, ficando cada um do seu lado da trincheira.
Para mim, isto são dois pesos e duas medidas. E sobretudo ofusca a verdadeira causa do mal.
O comunismo não mata. Tenho para mim que o que mata é o autoritarismo. Mata em regimes comunistas, em regimes fascistas, mata em democracias, mata na Terra Santa e no Cambodja. Matou nas fogueiras da Inquisição, e nos Gulags da Sibéria antes e depois de 1917. O autoritarismo é o que torna o diferente abominável e a dissidência criminosa. É o que motiva multidões cegas de fúria, e legitima os carrascos e a desumanização das suas vitimas.
Podemos discutir se o autoritarismo é intrínseco ao comunismo, se este não pode existir sem aquele, da mesma forma que o é ao fascismo. Não tenho a certeza de que seja, já que por esse mundo fora também inspirou movimentos cuja bandeira foi sobretudo a liberdade, contra ditaduras tão sanguinárias como a de Estaline mas que estavam do lado oposto do espectro político. Mas reafirmo a minha incapacidade para debater profundamente todas as possibilidades abertas por este campo de ideias, e a sua adequação a contextos específicos ou genéricos da experiência humana.
Talvez estejam condenadas a serem o Papão, que mete as crianças na ordem.
Mas às vezes parece que, se não for o medo do Papão, as crianças recusam a sopa e não crescem.
A ultima ocorrência ocorreu por esses blogues fora. Um comunista, presumo, tentava explicar que sim, que houve erros, mas que não se podia ignorar o que tinha acontecido na rússia, e depois na união soviética, em termos de progresso industrial e científico, de artes, de, inclusive, progresso social e outros. De facto a Rússia czarista não tinha nada que ver com o país que mais determinante foi na derrota do nazismo, nem com o que colocou satélites no espaço.
(antes que me alargue, um "disclaimer": não sou nem nunca fui um entendido neste assunto, não conheço mais do que os protagonistas mais salientes e algumas pinceladas muito grosseiras sobre os diversos periodos em que se poderá decompor a história do século 20 à luz da revolução de outubro)
Claro que para um crítico da "experiência soviética" nada disto conta. E criticos não faltaram àquele comunista. A sombra de Estaline paira demasiado escura. Qual buraco negro, suga qualquer luz que pudesse vir daquele periodo histórico.
Acontece que, frequentemente, muito frequentemente, e recentemente tivemos exemplos disso, os que condenam o comunismo, identificando-o exclusiva e totalmente com o estalinismo, são os mesmo que defendem, defenderam, que quando se fala da Igreja Católica, ou da religião em geral, temos que deixar de lado todas as atrocidades cometidas em seu nome, ou de um deus qualquer, para nos concentrarmos nos homens de bem, nos santos, no conforto que as pessoas encontram na religião, etc.
Por outro lado, uma rejeição do comunismo baseada no número de mortos causados pelos regimes por ele inspirados, não pode deixar de ser acompanhada de uma rejeição do capitalismo pelas mesmíssimas razões e ordens de grandeza. É uma história menos contada, mas também está aí para quem quiser. Mas poucos querem fazer as duas críticas, ficando cada um do seu lado da trincheira.
Para mim, isto são dois pesos e duas medidas. E sobretudo ofusca a verdadeira causa do mal.
O comunismo não mata. Tenho para mim que o que mata é o autoritarismo. Mata em regimes comunistas, em regimes fascistas, mata em democracias, mata na Terra Santa e no Cambodja. Matou nas fogueiras da Inquisição, e nos Gulags da Sibéria antes e depois de 1917. O autoritarismo é o que torna o diferente abominável e a dissidência criminosa. É o que motiva multidões cegas de fúria, e legitima os carrascos e a desumanização das suas vitimas.
Podemos discutir se o autoritarismo é intrínseco ao comunismo, se este não pode existir sem aquele, da mesma forma que o é ao fascismo. Não tenho a certeza de que seja, já que por esse mundo fora também inspirou movimentos cuja bandeira foi sobretudo a liberdade, contra ditaduras tão sanguinárias como a de Estaline mas que estavam do lado oposto do espectro político. Mas reafirmo a minha incapacidade para debater profundamente todas as possibilidades abertas por este campo de ideias, e a sua adequação a contextos específicos ou genéricos da experiência humana.
Talvez estejam condenadas a serem o Papão, que mete as crianças na ordem.
Mas às vezes parece que, se não for o medo do Papão, as crianças recusam a sopa e não crescem.
29 outubro, 2009
A esperança tem um preço baixo.
E se estivéssemos à beira de descobrir a cura para o cancro mas faltassem 25 milhões de dólares?
Um passo atrás:
Há uns tempos vi esta palestra de uma jovem investigadora que, tendo no seu curriculum já uma nova abordagem ao tratamento do Alzheimer, virou a sua mente inquisitiva para o cancro.
Propõe ela que o cancro não é simplemente uma doença, mas sim um processo de cura incompleto partindo do pressuposto de que o cancro se desenvolve em tecidos sujeitos a agressões. Ela sugere que se olhe para os tecidos em que o cancro nunca se manifesta, como os músculos esqueléticos e o coração, e se estudem quais os mecanismos que provocam essa imunidade.
Teve lugar em 2005.
Dois passos atrás.
Em 1986, o New York times anunciava a descoberta da "Hormona do Coração". Esta hormona, produzida pelo coração, parece ter uma acção importante na regulação da tensão arterial, e tem sido estudado o seu potencial como hipotensor, embora se mostrasse dificil a conversão em comprimido, vital para uma aplicação continua a larga escala.
Voltando ao presente, um endocrinologista do Department of Veteran Affairs tem aplicado, no seu laboratório a Hormona do Coração a células cancerosas. Primeiro em caixas de Petri, depois em ratos. Os resultados são encorajadores: 97% das células cancerosas são destruídas em 24 horas. Os ratos ficaram efectivamente curados. Há efeitos secundários: desidratação e hipotensão. Nada demais.
Entretanto, o passo seguinte passa por testes em humanos, aprovados pela FDA e levados a cabo por uma instituição privada a quem foram vendidos direitos de licenciamento.
Esta instituição privada, uma companhia californiana, não reuniu ainda os 25 milhões de dólares necessários ao programa de testes.
Agora, cabe aqui uma pergunta. O apregoadamente dinâmico sector privado dos Estados Unidos não consegue arranjar 25 milhões de dólares para investigar uma das mais promissoras curas para o cancro?
Entretanto, no seu laboratório estatal, David Vesely experimenta a hormona em diversos tipos de cancro, e faz avançar a pesquisa.
Mais uma vez, devo esta história ao Eurotrib.
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