10 dezembro, 2009

Intendência

Muita coisa a acontecer: mudança de casa (falta de internet nos novos aposentos, por enquanto), as ultimas lições de condução, a aproximação de fins de semana a dar para o cheio...
O Designorado está portanto em banho-maria.

Largarei uns links que me pareçam mais interessantes, mas textos só lá mais para a frente, suspeito.

03 dezembro, 2009

Sink tanks

Volta e meia vemos nos jornais, ou nas noticias em geral, artigos ou citações de grupos independentes que se dedicam a esta ou aquela disciplina. Política externa, energia, economia, são normalmente temas em que não faltam organizações que promovem este ou aquele ponto de vista.
A questão das alterações climáticas não escapa à tendência e, recentemente, no The Observer (jornal irmão do Guardian), um debate promovido sobre o assunto contava com a presença do dr. Benny Peiser "director of the Global Warming Policy Foundation".

Global Warming Policy Foudation. Nome impressionante.

Acontece que esta "fundação" tinha uma semana, à data do debate, tinha apenas um membro, o doutor Peiser, não tinha nenhum trabalho publicado e, olhando para o curriculum do Dr., não admira.

A questão que se coloca é a seguinte: porque é que os media dão igual espaço a um cientista reputado como o Dr. James Hansen, director do instituto Goddard da Nasa, e a um tipo destes.

Em nome de ums qualquer desviada ideia de equilíbrio faz-se mais ou menos o equivalente a ter uma discussão sobre Astronomia em que se convidava Carl Sagan e a Maya.


História gamada, como acontece muitas vezes, ao European Tribune.

26 novembro, 2009

Ponto de Situação

Apenas para interessados.
Ontem terminei as 32 aulas de condução a que a lei obriga. O exame deve ser marcado para as próximas duas semanas. O mundo está a mudar.

25 novembro, 2009

O Clima do Clima

Nas vésperas da conferência de Copenhaga sobre alterações climáticas desencadeou-se um escândalo com base em e-mails captados por um hacker. A fazer fé na autenticidade dos mesmos, terá havido uns quantos cientistas, 3 ou 4, segundo li que viram boicotados os seus trabalhos e os seus dados, que tenderiam a ser críticos do que parece ser o consenso geral do IPCC.

Não investiguei o suficiente o assunto para ter uma opinião sobre a importância das suas opiniões ou conclusões. Mas como me parece que muito poucos dos que saltaram logo a falar da confirmação da fraude das mudanças climáticas o fizeram, não me vou inibir de mandar uns bitaites.

Uma das acusações que se fazem é que se está a obrigar a politicas publicas drásticas para tentar evitar uma ocorrência que tem "apenas" 25% de possibilidades de ocorrer. Nomeadamente a subida de 2°C de temperatura média por volta de 2100.

Os criticos consideram então, que com 75% de possibilidades de não acontecer vale mais não fazer nada (isto ignorando que para os 25% já se conta que se faça alguma coisa). São ferozmente contra taxas, regulação, intervenção de governos, politicas energéticas "verdes", etc.

2°C a mais pode significar o desencadear de reações em cadeia e um clima completamente fora de controlo. Significa o tal metro e meio de subida das águas, pode significar o aumento de acidez do oceano, afectando o fitoplancton responsável por 90% do O2 do planeta... e outras coisas em que prefiro não pensar.

Posto isto coloco a pergunta aos opositores de politicas drásticas de redução de gases com efeito de estufa: se lhes disserem que 1 em cada 4 pessoas que atravessa fora da passadeira morre atropelada, vão atravessar a rua onde? Se lhes disserem que o sinal que lhes apareceu na pele tem 25% de possibilidades de desenvolver um cancro, tiram logo o sinal, ou apostam nos 75% de possibilidades de não acontecer nada?

Estamos a brincar com coisas sérias, é o que é.


22 novembro, 2009

18 novembro, 2009

Pequena panaceia

Para a minha má consciência.