28 setembro, 2009
Politica
É o dia seguinte. Os próximos tempos não me despertam nenhuma angustia ou esperança especiais. Nenhum dos principais candidatos a dirigir o país, (e talvez nenhum dos menos principais), tinha antes das eleições a chave para resolver os problemas do país. Estes, são mais antigos do que os próprios lideres, e mais antigos que os avôs deles. Se não fosse assim, a clarividência de Eça de Queiroz não teria metade do reconhecimento que tem.
O meu critério para votar foi relativamente simples. O mundo está a atravessar uma convulsão e neste momento divide-se em dois grandes blocos, mesmo que heterogéneos. Os que reflectem seriamente sobre o que aconteceu, e os que não o fazem. Votei no partido que me está mais próximo e que deu sinais inequívocos de querer fazer essa reflexão.
Se essa reflexão não for feita a nivel mundial, é quase certo que quando estivermos a pensar que saímos desta crise, estaremos de facto a entrar na próxima.
Acho por isso importante que essas vozes se façam ouvir. Mesmo que por vocação ou insensibilidade não sejam os melhores para colocar em prática o que quer que seja que se torne imperativo, depois.
Por outro lado, ninguém espera que a criança que grita "Mas, o rei vai nú!" tome, logo ali, o lugar do rei.
Mas quando crescer, quem sabe?
.
O meu critério para votar foi relativamente simples. O mundo está a atravessar uma convulsão e neste momento divide-se em dois grandes blocos, mesmo que heterogéneos. Os que reflectem seriamente sobre o que aconteceu, e os que não o fazem. Votei no partido que me está mais próximo e que deu sinais inequívocos de querer fazer essa reflexão.
Se essa reflexão não for feita a nivel mundial, é quase certo que quando estivermos a pensar que saímos desta crise, estaremos de facto a entrar na próxima.
Acho por isso importante que essas vozes se façam ouvir. Mesmo que por vocação ou insensibilidade não sejam os melhores para colocar em prática o que quer que seja que se torne imperativo, depois.
Por outro lado, ninguém espera que a criança que grita "Mas, o rei vai nú!" tome, logo ali, o lugar do rei.
Mas quando crescer, quem sabe?
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18 setembro, 2009
13 setembro, 2009
Mr Gorbachev, Tare down the wall (not really, wink wink, nudge nudge)
Via o inestimável Eurotrib, chego a este artigo do Times sobre o que de facto aconteceu nas vésperas da unificação alemã, no quadro da diplomacia internacional.
É muito curioso:
A oposição (oficiosa) de Thatcher à unificação da Alemanha, ecoando o pensamento do presidente americano de então, Bush pai se não estou em erro, apesar do que era a voz oficial do ocidente.
Miterrand partilhava dos mesmos sentimentos, ambos comunicados oficiosamente a Gorbachev.
A posição favorável de Thatcher à manutenção do Pacto de Varsóvia.
A impressão do lado Russo de que os poderes do Ocidente, falando publicamente uma coisa, e outra "off-the-record" não desejavam de facto a unificação alemã, mas que preferiam que fossem os Russos a fazerem de maus da fita.
Pensamentos de Gorbachev, num diário, 5 dias antes da queda do muro:
"The West does not want German re-unification but wants to use us to prevent it, to cause a clash between us with the FRG [Federal Republic of Germany = West Germany] so as to rule out a possibility of a future ‘conspiracy’ between the USSR and Germany."
(nota: estou convencido de que não pensou em inglês)
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É muito curioso:
A oposição (oficiosa) de Thatcher à unificação da Alemanha, ecoando o pensamento do presidente americano de então, Bush pai se não estou em erro, apesar do que era a voz oficial do ocidente.
Miterrand partilhava dos mesmos sentimentos, ambos comunicados oficiosamente a Gorbachev.
A posição favorável de Thatcher à manutenção do Pacto de Varsóvia.
A impressão do lado Russo de que os poderes do Ocidente, falando publicamente uma coisa, e outra "off-the-record" não desejavam de facto a unificação alemã, mas que preferiam que fossem os Russos a fazerem de maus da fita.
Pensamentos de Gorbachev, num diário, 5 dias antes da queda do muro:
"The West does not want German re-unification but wants to use us to prevent it, to cause a clash between us with the FRG [Federal Republic of Germany = West Germany] so as to rule out a possibility of a future ‘conspiracy’ between the USSR and Germany."
(nota: estou convencido de que não pensou em inglês)
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02 setembro, 2009
21 agosto, 2009
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