31 julho, 2009

Diz que é

Dia disto. Chamou-me a atenção o Mike...
10 coisas que talvez não soubéssemos sobre o orgasmo:

24 julho, 2009

O topo da pirâmide e a armadilha da ética.

Em dois posts de 2006, aflorei um estudo de Neuroeconomia que demonstrava a existência de 2% de pessoas que são incapazes de cooperar, e de respeitar as regras básicas de reciprocidade que alicerçam as construções sociais. Nesses estudo era identificado um neurotransmissor, a Ocitacina, como estando deficientemente representado nesses indivíduos.

Na altura não pensei nisso, ou não sabia, mas o número de 2% é consistente com o que já se sabia há algumas décadas na psicologia/psiquiatria. Há 2% de pessoas que são indiferentes ao sofrimento dos outros. Milgram, antes de executar a sua famosa experiência (que demonstra que em certas situações todos nos podemos tornar monstros), perguntou aos seus colegas qual a percentagem de pessoas que previam que fosse infligir sofrimento aos "sujeitos" da experiência. E a resposta foi 2%, o número de sociopatas médio.

Agora, imaginemos uma ordem socio/politico/económica, que recompensa de forma substancial os comportamentos egoistas. Imaginemos que o egoismo — tratar apenas de si próprio, deixar que cada um trate de si — é considerado a única atitude verdadeiramente moral. Uma sociedade assim vai forçosamente ter uma proporção muito maior daqueles 2% nos seus exemplos de "sucesso". São esses os que vencem, os que servem de exemplo, e os que acabam por deter o poder, e ter maior capacidade de influenciar as próprias sociedades.

Tenho a certeza de que demonstrar o que digo é simples, matematicamente, e do senso comum sem precisar de fórmulas nenhumas.

Ou seja, imaginando que, por absurdo extremo, acontecia agora algo do género da revolução francesa, iriam morrer muito menos inocentes na guilhotina. Mas, felizmente, para mim e para 98% de quem me lê, isso ainda seria intolerável e por isso, infelizmente, os psicopatas podem continuar tranquilamente no poder.

20 julho, 2009

Man on the moon.

Já que toda a gente faz o mesmo,
hoje é dia de ir repescar o que eu suspeito foi o primeiro post de youtube no Designorado.

18 julho, 2009

16 julho, 2009

Apolo 11, 40 anos.

Todos os interessados em acompanhar em directo a ida do Homem à lua:

Wechoosethemoon.org

Uma reconstituição em tempo real do que aconteceu há 40 anos. Poderemos assistir a tudo, ouvir as comunicações, acompanhar as imagens em directo. Como se não tivéssemos 2 anos quando isto aconteceu.

Depois de concluída a missão será possível rever tudo ao ritmo que quisermos.

15 julho, 2009

Da necessidade de haver "governos".

Robin Dunbar, um antropólogo e biólogo inglês publicou há anos o estudo CO-EVOLUTION OF NEOCORTEX SIZE, GROUP SIZE AND LANGUAGE IN HUMANS . Neste estudo, (como o título sugere) fez de uma extrapolação da relação verificada entre o tamanho do neo—cortex e o tamanho dos grupos sociais dos primatas, para as sociedades humanas. O número encontrado foi 150. Consultando os dados disponíveis de censos de sociedades humanas caçadoras-recolectoras, o número foi considerado consistente. Para uma análise mais extensa aconselho o link acima.

Este número traduz a quantidade de relações não mediadas, interpessoais, que uma pessoa consegue manter, em média. Assim, uma sociedade sem hierarquias ou autoridades ou outros mecanismos de controlo, estará funcionalmente limitada a esta quantidade de pessoas. Para lá disso (com a ausência de outros factores) deixa de haver coesão social.

Os teóricos das organizações, que estudam as estruturas empresariais, por exemplo, também encontraram este número aproximado para o tamanho máximo que não carece de posições intermédias de controlo para garantir um fluxo eficiente da informação e a devida alocação de responsabilidades.

Aqui há uns tempos, o autor do Afilhado questionava-se da necessidade de haver um "governo" ou "estado".

Creio que é algo inerente à nossa deslocação de clãs familiares para sociedades complexas.
Nas relações interpessoais existem mecanismos de controlo diversos: reputação, honra, vingança, confiança, amizade, ira, compaixão, sentido de justiça, etc. etc.
Na verdade, muitas das nossas emoções, sobretudo as mais incontroláveis, são hoje vistas em grande parte como mecanismos de "certificação" das nossa intenções ou apreciação de qualquer situação.
Por exemplo, se dissermos "Estou chateado com o que fizeste" é uma coisa. Se essa frase for acompanhada de uma alteração de voz, de um olhar fulminante, de um sobrolho carregado e de todos os outros pequenos sinais de "estou pronto para confirmar que estou chateado, se tiveres dúvidas", torna-se muito mais veemente.

Uma sociedade complexa, onde não conhecemos todos os intervenientes de que efectivamente dependemos, apenas pode existir com instituições de mediação, que de alguma forma suprimam a ausência dos mecanismos de controlo interpessoais acima referidos. Não serão necessariamente instituições políticas ou sequer democráticas. As religiões e as tiranias podem ser eficazes instrumentos de controlo e mediação, não preciso de explicar porquê.

Mas felizmente há formas mais benignas de nos organizarmos.