03 março, 2009

Schadenfreude

Os alemães têm esta palavra que lhes dá um jeitão. É a alegria que se sente com o mal dos outros.
Neste caso, não com o infortúnio dos islandeses, mas pela demonstração da estupidez que levou ao seu descalabro.
Fiz um pesquisa rápida de "Tigre Islandês", como era conhecido o país nos anos de crescimento a 6%. Saiu-me este texto de um site brasileiro, chamado Instituto Federalista e sobre o qual não sei mais nada.

Apenas algumas citações:

Os economistas falam no novo tigre europeu. Com 6% de crescimento do PIB em 2005, a Islândia ultrapassa outros países europeus. O Instituto Internacional de Desenvolvimento de Gestão Suíço classificou o país como a economia mais competitiva da Europa, em maio de 2005. Desde meados dos anos 90, o governo de centro-direita promoveu reformas de livre mercado, privatizando bancos, reduzindo impostos - empresas pagam somente 18% sobre os lucros, comparados com os 50% anteriormente - e desfazendo-se dos controles sobre os preços. A projeção da taxa de inflação até meados de 2007 é de 3,9% ao ano. A maior parte deste crescimento econômico se deve ao Primeiro Ministro David Oddsson e suas ações liberalizantes.
....
Por que a Islândia mudou? A tendência internacional em direção a liberalização econômica foi peça chave. Economistas de livre mercado como Friedrich von Hayek, James M. Buchanan e Milton Friedman visitaram o país nos anos 80, influenciando não somente o Sr. Oddsson mas muitos de sua geração. Na batalha das idéias, havia um reconhecimento em comum de que os velhos métodos não funcionavam. A inflação estava causando malefícios, as empresas estatais eram ineficientes e os subsídios eram caros. As idéias conspiraram com as circunstâncias para trazer as reformas econômicas bem sucedidas. E as idéias têm conseqüências...
Oh se têm.

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Double or nothing

Conta-se que o xadrez foi inventado por um matemático que, instado a escolher uma recompensa pelo feito oferecida pelo seu Sultão, disse:
“O meu pedido é simples. Na primeira casa do tabuleiro, coloque um grão de trigo, o dobro na casa seguinte, e assim sucessivamente."

O Sultão achou que o matemático era estúpido, mas depressa descobriu que não tinha trigo suficiente no reino para cumprir prometido. Precisaria de (2 elevado a 64) – 1 grãos de trigo. Como não é imediato o que isso significa, aqui fica a ilustração: seria mais ou menos 400 vezes a produção mundial de trigo de 1990.

Esta história ilustra o que acontece numa função exponencial. Continuemos com mais um pedaço de aritmética: se tivermos algo que cresce a um ritmo constante num dado período de tempo há uma característica desse crescimento que é o tempo de duplicação. Por exemplo, algo que cresce 7% ao ano, duplica ao fim de 10 anos.

A fórmula é T2= 70/crescimento %.

Concretizando para os temas que nos interessam: uma economia que cresça 3% ao ano (um numero que é normalmente considerado razoável num pais moderno e industrializado, duplica em...

T2=70/3 = 23,3 anos.

Agora voltemos ao tabuleiro de xadrez. Se repararem, sempre que duplicamos os grão de trigo para a casa seguinte, temos em cada casa mais grãos do que em todas as casas anteriores.
1, 2, 4, 8, 16, 32, nas seis primeiras casas e vemos que na casa 6, 32 grãos são mais do que 1+2+4+8+16=31, os grãos das primeiras 5 casas.

Ou seja, para cada duplicação gastamos mais grãos do que precisámos até então desde o principio do tabuleiro.

É por isto que uma economia que cresce 3% ao ano, em cada 23,3 anos, consome tantos recursos como os que foram gastos desde que se começou a contar.
É por isso que insistir no crescimento quantitativo (de população, produção e consumo) é uma perspectiva suicida para pensar qualquer estratégia de desenvolvimento.

Já aqui tinha abordado este tema, mas a explicação matemática simples, bem como as suas implicações, foi obtida neste vídeo que tem um conteúdo muito mais interessante que o titulo.

27 fevereiro, 2009

Que cores vestimos nós?



...
I wear the black for the poor and the beaten down,
Livin' in the hopeless, hungry side of town,
I wear it for the prisoner who has long paid for his crime,
But is there because he's a victim of the times.
---
Well, we're doin' mighty fine, I do suppose,
In our streak of lightnin' cars and fancy clothes,
But just so we're reminded of the ones who are held back,
Up front there ought 'a be a Man In Black.
---
I wear it for the sick and lonely old,
For the reckless ones whose bad trip left them cold,
I wear the black in mournin' for the lives that could have been,
Each week we lose a hundred fine young men.
---
And, I wear it for the thousands who have died,
Believen' that the Lord was on their side,
I wear it for another hundred thousand who have died,
Believen' that we all were on their side.

Well, there's things that never will be right I know,
And things need changin' everywhere you go,
But 'til we start to make a move to make a few things right,
You'll never see me wear a suit of white.
...
Ah, I'd love to wear a rainbow every day,
And tell the world that everything's OK,
But I'll try to carry off a little darkness on my back,
'Till things are brighter, I'm the Man In Black.

Ou eu não me chame Susana

23 fevereiro, 2009

Bem, talvez mesmo só na fotografia.

Em plena turbulência económica, e num ano em que se antecipa um crescendo de turbulência social e política, os lideres europeus concentram-se no que é mais importante:

Enquanto Sarkosy garante um lugar à direita do Secretário Geral da NATO, (pormenor do compromisso conseguido: apenas quando houver câmaras na sala), rompendo a tradicional distribuição por ordem alfabética, Gordon Brown consegue uma retumbante vitória ao garantir que é o primeiro chefe de governo a ser visitado pelo novo presidente dos EUA, em detrimento do mesmo Sarkosy que também estava em bicos dos pés, como o burro do Shrek (pick moi! pick moi!).

Comentário no Eurotrib acerca de Brown: "hey, Obama changed everything: it's cool to be a vassal again."

18 fevereiro, 2009

Esta semana tem nove dias?

As galinhas têm dentes?
Qual a temperatura que faz no inferno neste momento?

17 fevereiro, 2009