19 janeiro, 2009

The future's so bright, i gotta wear shades

Nos EUA e no RU, os responsáveis ponderam já um segundo pacotão de salvamento dos bancos. Aparentemente o primeiro não estará a cumprir a sua missão. Também aparentemente isso dever-se-á à ausência de condições no primeiro que obrigassem os bancos ajudados a emprestar esse dinheiro. Isso não constou dos protocolos porque seria uma ingerência intolerável dos governos na gestão dos bancos. Ou seja, o sistema bancário mundial gerou um buraco sem fundo e os banqueiros pretendem que atiremos dinheiro lá para dentro até acontecer qualquer coisa, não se sabe bem o quê.

Entretanto na City e em Wall Street corre a seguinte citação atribuida a Karl Marx:

"Owners of capital will stimulate the working class to buy more and more of expensive goods, houses and technology, pushing them to take more and more expensive credits, until their debt becomes unbearable. The unpaid debt will lead to bankruptcy of banks, which will have to be nationalized, and the State will have to take the road which will eventually lead to communism."

Ora, até eu que nunca li Marx percebo que ele nunca disse nada disto. A "working class" de que ele falou não tinha acesso a crédito fosse para que fosse. Era mais trabalhar 16 horas por dia, e tens sorte se não levares pancada. Nem o estou a ver a falar de tecnologia... Ou os trabalhadores de Manchester no século 19 a comprar o modelo mais recente da Bell.

Quem quer que tenha escrito isto estava certamente a pensar: hmm, os bancos vão com os cães e acabam todos nacionalizados... ALARME!!! Nacionalizar=COMUNISMO!!!!!

E assim, com um pouco de histeria, se gera má vontade contra aquela que será, provavelmente, a única solução pragmática.

15 janeiro, 2009

Flor de estufa

É o que eu sou.
Agora foi a gripe...

Como serviço público, refiro que a www.edge.org já tem a sua pergunta anual no ar, com as dezenas de respostas interessantes. Desta vez, há um apelo a uma certa futurologia que costuma dar mau resultado, mas é sempre estimulante. Ainda não li nenhuma das respostas.

06 janeiro, 2009

Bem vindos ao fim

Não se assustem, foi só uma coisa que recebi por mail, e passo a transcrever:

"bem-vindos ao fim,

Talvez você esteja ocupado e não tenho tempo na procura de uma prenda para a sua amante, seus amigos ou sua família, favor entrar em nosso site: ( omitido por mim que deve ser uma coisa cheia de virus). Escolhe as melhores ofertas para eles. Podemos desistir seu pacote como um dom e enviá-los directamente para o seu amor demonstrado.
Podemos enviar o pacote para você no menor tempo possível. "

Resoluções de Ano Novo

  1. Fazer a barba mais vezes.
  2. Tirar melhores fotografias.
  3. Tirar a carta (hahahahahahahahahaha)
  4. Arranjar ponta por onde se me pegue. (Private joke, que assim de repente me parece mais porca do que era intenção.)
  5. Usar mais os transportes públicos
  6. Fazer um Druida chegar a nivel 80
  7. Escrever umas cenas, quiçá uns actos.
  8. Ir ao Kentuky, se o convite se mantiver e a crise deixar
  9. Em caso de 3 (hahahahahahahahahaha) ser bem sucedido, arranjar um carro a pilhas.
  10. Perder peso. E não voltar a encontrá-lo.
  11. Ser mais feliz, em geral.
  12. Descobrir o que é este alto que tenho aqui.
  13. Tornar-me uma pessoa mais resoluta.
E acho que para já é tudo.

.

31 dezembro, 2008

Furry Happy Monsters

Em tempos de crise,uma canção para alegrar os monstros.

Rocket Man

O ano não podia acabar sem William Shatner.
"Mars is no place to raise a kid"

30 dezembro, 2008

Espelho meu

Por vezes fico chocado com coisas que leio na blogocena. Não me chocam os alarves, os perversos, os violentos, claro. Já não sou propriamente um menino. E nunca choca verdadeiramente aquele que se comporta conforme o esperado.

Mas choca-me sempre quando alguém que tenho por inteligente, culto, sensível parece perder todas essas características em determinados assuntos, sejam o aborto, israel/palestina, ou a ministra da educação. E de repente ficam alarves, perversos e violentos.

A dúvida que tenho é se de vez em quando choco quem me lê. Se tenho a mesma honestidade intelectual que estou claramente a cobrar aos outros. Ou, mais complicado, se sou eu que mudo a forma de ler, face a assuntos como aqueles.

Uma coisa aprendo com esses exemplos que encontro: não somos os melhores para ajuizar isso sobre nós mesmos.